terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Gaiola Dourada

La cage dorée (2013) on IMDb


Um dos filmes com participação portuguesa mais vistos de sempre, "A Gaiola Dourada" é já um dos maiores sucessos a nível nacional. O que, com certeza, não apresenta uma surpresa para todos os que já o viram e adoraram. :D

O argumento em si é simples, Maria e José são emigrantes portugueses há 30 anos em França, adorados por todos. Quando recebem uma herança que lhes permite voltar a Portugal a família fica dividida e relutante à decisão a tomar... Como poderão deixar uma vida inteira para trás? O que é que acontecerá a todos os que se habituaram ao seu trabalho e companhia?

Através de um elenco de grande qualidade e desempenho, Ruben Alves conseguiu retratar de forma fiel os maneirismos e tiques tão característicos e entranhados na cultura portuguesa. Incutindo assim uma dinâmica que dá vida e alegria ao argumento, conseguindo provocar explosões de gargalhadas, ataques de riso incontroláveis, e comover-nos no momento seguinte, levando-nos lágrimas aos olhos.
Desde a humildade do José, à rebeldia de Pedro, passando pelos achaques da Lourdes, e pela autenticidade da Rosa. Cada personagem apaixona-nos, comovendo-nos com os seus problemas, aflições e alegrias.

Mais do que para os emigrantes, mais do que para franceses, mais do que para o público em geral este filme toca todos os portugueses. Pela facilidade com que cada um de nós se identifica ou revê pessoas e situações do dia-a-dia pelas quais nutre tanto carinho e afecto.
Recomendo este filme a qualquer pessoa que queira passar um serão divertido e animado com amigos ou família. Acima de tudo considero-o uma boa comédia, que irá pôr um sorriso na cara de qualquer um.

Uma comédia francesa com alma portuguesa XD

domingo, 28 de abril de 2013

Big Think

Anteontem numa das minhas viagens errantes pelo Youtube deparei-me com um canal extremamente interessante que disponibiliza autênticas palestras/conversas sobre vários temas da nossa sociedade, desde a Física, à Psicologia, Economia ou abordando apenas vários temas da sociedade actual.
O meu orador preferido é o Dr. Michio Kaku, este explica várias teorias da Física de uma forma simples e cativante. Expõe de forma bastante clara e acessível ao público geral, usando descrições e analogias que permitem que mesmo alguém que possua conhecimentos básicos de ciência, ou talvez até mesmo nenhuns, perceber e interessar-se por essas temáticas.
No geral fiquei com a sensação de que BigThink é um canal bastante curioso e educativo que foge ao comum da Internet, permitindo-nos ter uma experiência enriquecedora. Pelo que decidi divulgar aqui no blog, afinal se estiverem com tempo livre entre mãos porque não descobrir mais sobre o nosso mundo, o Universo, as pessoas, ou simplesmente ouvir pontos de vista diferentes?


Vsauce é um canal que à semelhança do BigThink cultiva mentes, embora o faça de maneira mais informal e em vídeos mais curtos e (na minha opinião) ainda mais apelativos!
Sugiro também que dêem uma vista de olhos quando puderem.

Se conhecerem mais canais/blogs deste estilo sintam-se livre de sugerir nos comentários abaixo :D

Canal BigThink do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCvQECJukTDE2i6aCoMnS-Vg

Site BigThink:
http://bigthink.com/

Canal Vsauce do Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UC6nSFpj9HTCZ5t-N3Rm3-HA

sábado, 13 de abril de 2013

Pensamentos: Ser Activo

É frequente virarmos costas a oportunidades que se nos deparam por medo. Medo de errar, medo de nos arrependermos. A verdade é que arrependemo-nos muito mais do que não fizemos do que daquilo que chegámos a concretizar. Esta é uma das minhas máximas. Sempre que me acobardo de fazer alguma coisa, sempre que me assusto com o que se depara, sempre que me pergunto "Será que devo? Será que vale a pena?" penso para mim mesma "Se não o fizer agora quando o voltarei a fazer? Nunca saberei o que poderia advir desse meu acto... quem sabe as maravilhas ou horrores que me pode proporcionar... mais vale agir agora do que viver arrependida.".



Recentemente, talvez devido ao bom tempo que tem feito e ao Sol que após tantos meses finalmente voltou a brilhar, a minha vontade de fazer algo mais voltou a triplicar. Não devemos resignármo-nos com a vida que levamos, independentemente de ser boa ou má. Quero fazer mais! Quero ser mais!  Sim, sei que este post começa a soar como um daqueles de blogs de adolescentes que parecem que não conhecem a palavra diário XD
Ultimamente meto-me em tudo quanto posso e aconselho a fazerem o mesmo! 


Desenvolvam actividades, façam caminhadas, adiram a grupos, toquem um instrumento musical, sejam bombeiros voluntários, entrem numa equipa de desporto, façam arte, vão a festas, viajem, façam voluntariado... sejam pessoas activas!
Ninguém sabe quanto tempo é que terão neste mundo, mas uma coisa é certa... se estamos à espera do momento certo para agir, ele nunca irá chegar. Quanto mais tempo deixamos escorrer pelos nossos dedos, os nossos objectivos ficam cada vez mais difíceis de alcançar. Não adiem.

Quanto mais envolvidos e ocupados estiverem mais realizados se sentirão. Não hesitem! Experimentem e deliciem-se com o sabor da descoberta, mesmo que por vezes este se revele agridoce. 

Pode tratar-se apenas de uma mensagem geral, para muitos sem qualquer valor. Afinal são meros pensamentos de uma miúda desconhecida que teve uma súbita vontade de escrever, mas quem sabe? E se eu estiver certa? Não queres descobrir? XD


domingo, 10 de março de 2013

Slender



MEDO! Não sei se algum dia volto a ter coragem para jogar este jogo! Provavelmente sim, quando me esquecer desta última e patética tentativa... mas sozinha garantidamente que não! Há uns tempos atrás coloquei no blog um post sobre um jogo indie de terror chamado Mad Father, a verdade é que apesar de estar inserido na categoria de terror e de ter uma história um tanto ou quanto macabra o jogador nunca apanha grandes sustos nem experimenta muitas emoções. Slender nisso é abundante, provoca-nos descargas de adrenalina, e reacções que para qualquer observador se tornam bastante cómicas.

É um jogo extremamente simples, o objectivo consiste em recolher 8 páginas espalhadas pelo universo (diminuto) do jogo. O jogador assume o papel de uma rapariga que vagueia  por um bosque com uma lanterna à procura das 8 páginas, parece ser bastante simples, e seria até demais e totalmente enfadonho se não fosse a introdução da personagem de Slenderman. Quanto a este existem várias teorias e mitos urbanos que eu não irei explorar aqui, visto ser irrelevante para o que estou a escrever.
Se este Slenderman é avistado pela personagem do jogo a câmara começa a apresentar estática e se não fugirmos rapidamente somos apanhados por ele, o que resulta num game over.

A atmosfera, combinada com os sons (ou falta deles), o elemento surpresa e o constante suspense provocado pela dúvida contínua da existência ou proximidade do vilão, conferem um carácter bastante assustador ao jogo. Recomendo, no entanto, que seja jogado às escuras, sem companhia e, de preferência, em noites de   tempestade, caso contrário não terá o mesmo impacto. 

Download do jogo e mais informações: http://slendergame.com/

O youtuber Pewdiepie também experimentou este jogo por várias vezes, nunca tendo conseguido ganhar até a esta data, caso pretendam visionar sigam o seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=OZMBG4Pn3Sg

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Paperman - a animação da Disney nomeada pela Academia


Esta enternecedora curta da Disney combina a animação por computador (basicamente as técnicas que tem sido utilizada em praticamente todos os filmes desde que a Disney e a Pixar se juntaram) à velha e querida arte humana, que, sinceramente, acho que toda a gente que como eu cresceu a ver filmes da Disney adora e que não percebe como é que alguém foi capaz de a colocar de lado... (até consigo adivinhar os motivos mas não os acho válidos, sempre considerei os filmes da Disney como autênticas obras de arte, basta olhar para os cenários desenhados e pintados à mão... actualmente preencho este vazio com os filmes de Hayao Myazaki... mas isso é outra história...)
Paperman respira Disney por todo o lado, uma história comovente, cheia de magia e acontecimentos impossíveis que levam a um final feliz. Afinal, quantos de nós já não tiveram um breve momento de química ou troca de olhares com um completo desconhecido, quer fosse no metro, autocarro, ou comboio?
Ainda vi as restantes nomeações, mas esta tem uma boa hipótese de ganhar, isso é certo.

The Crow


Há pouco tempo, motivada por um vídeo de uma música dos The Cure, felizmente resolvi ver um filme da década de 90, muito apreciado pelos adolescentes e jovens adultos daquela altura e de que eu não tinha qualquer conhecimento. 
The Crow é um dos filmes que mais me marcaram nos últimos tempos. Pode não ser o tipo de filme que os críticos aplaudem, nem um filme com significados profundos e obscuros escondidos nas entrelinhas que nos fazem reflectir sobre a vida que levamos, mas é, definitivamente, um dos filmes mais belos que vi ultimamente.
A história é muito triste e tocante, um casal de noivos é atacado por um gang num mundo repleto de crime e podridão. É dada ao rapaz a oportunidade de se vingar por aquilo que foi feito. Eric regressa dos mortos para trazer justiça, perseguindo os atacantes.
O filme possui uma atmosfera sombria e triste, mas bela e cheia de esperança de dias melhores "It can't rain all the time", por oposição a toda a melancolia que inunda o filme encontramos o amor de Eric e Shelly, apresentado através de flashbacks, e que é como uma luz na escuridão, uma lembrança de dias melhores.
Brandon Lee encarnou a personagem de Eric e fez, na minha opinião, um óptimo trabalho, se não tivesse falecido durante a rodagem deste filme, este papel teria muito provavelmente impulsionado a sua carreira.



O filme é baseado numa novela gráfica de James O'Barr, editada nos anos 80. Nesta, a história apresenta-se muito mais "crua" do que na respectiva adaptação cinematográfica. Ao lê-la sentimos a crueldade, raiva e ódio latentes à história e especialmente à personagem de Eric.
Durante a leitura senti toda a revolta e dor que a personagem expressa, talvez porque não só o enredo, mas também as ilustrações ajudam na criação destas sensações.
Tanto o livro como o filme marcaram-me imenso, gosto de certos pormenores que encontrei no livro, mas adorei alguns toques especiais acrescentados ou limados no filme.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Chatroulette

Esta sexta passada fui passar a noite a casa de uma amiga, como não tínhamos sono nenhum e visionáramos uns dias antes alguns vídeos de um rapaz chamado Dominic Deangelis no Chatroulette e já tínhamos ouvido falar bastante do site decidimos dar-lhe uma oportunidade.
Ao entrarmos deparámo-nos com um requisito do qual não tínhamos conhecimento, antes de podermos ligar a nossa webcam teríamos de ter pelo menos 3 conversas que durassem mais de 10 minutos. Não sei se é uma nova medida para reduzir a quantidade de pessoas que pervertem este site utilizando o serviço para se exibirem, mas concordo com ela, porque pelo que tínhamos ouvido falar e pelo que vimos parece estar a ter resultado.
Ficámos agradavelmente surpreendidas. Todas as pessoas com quem falámos foram bastante simpáticas, encontrámos várias  com quem falámos até durante bastante tempo e adorámos a experiência.
Pudemos falar com pessoas totalmente diferentes de nós, pessoas do outro lado do mundo que procuravam alguém com quem falar, um rapaz que amavelmente tocou-nos algumas músicas na sua guitarra, outro que sabia falar português e ficou contente por poder praticar ainda mais, um senhor que deixou a sua vida banal para ir para um país no lado oposto do globo ensinar inglês. As pessoas são interessantes.
Muitos foram os que nos passaram, sim, é verdade, e nós também passámos por muitos, mas é isso que também torna a experiência tão interessante... nunca sabemos quem vai ser a próxima pessoa que vamos encontrar do outro lado. A curiosidade do que poderemos encontrar a seguir impulsiona-nos a continuar e se parámos foi por mero cansaço e sono, caso contrário teríamos continuado durante muito mais tempo.

No geral a nossa experiência no Chatroullette foi boa e eu pensei em partilhá-la, quem sabe não despertarei a curiosidade em mais gente decente, curiosa e com vontade de se diverti um pouco.Infelizmente não encontrámos o youtuber Dominic Deangelis, mas ainda assim foi uma experiência bastante divertida que pensamos repetir.




Dominic Deangelis youtube channel
www.chatroulette.com

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um Livro


Porque um livro é um universo novo, uma perspectiva diferente, uma porta para novos horizontes, porque toda a gente devia poder desfrutar do prazer de ler um livro.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

The Raven

The Raven


Once upon a midnight dreary, while I pondered weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
`'Tis some visitor,' I muttered, `tapping at my chamber door -
Only this, and nothing more.'



Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; - vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow - sorrow for the lost Lenore -
For the rare and radiant maiden whom the angels named Lenore -
Nameless here for evermore.




And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me - filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating
`'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door -
Some late visitor entreating entrance at my chamber door; -
This it is, and nothing more,'

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
`Sir,' said I, `or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you' - here I opened wide the door; -
Darkness there, and nothing more.

Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortal ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the darkness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, `Lenore!'
This I whispered, and an echo murmured back the word, `Lenore!'
Merely this and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
`Surely,' said I, `surely that is something at my window lattice;
Let me see then, what thereat is, and this mystery explore -
Let my heart be still a moment and this mystery explore; -
'Tis the wind and nothing more!'

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door -
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door -
Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
`Though thy crest be shorn and shaven, thou,' I said, `art sure no craven.
Ghastly grim and ancient raven wandering from the nightly shore -
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!'
Quoth the raven, `Nevermore.'

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning - little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door -
Bird or beast above the sculptured bust above his chamber door,
With such name as `Nevermore.'

But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only,
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered - not a feather then he fluttered -
Till I scarcely more than muttered `Other friends have flown before -
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before.'
Then the bird said, `Nevermore.'

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
`Doubtless,' said I, `what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore -
Till the dirges of his hope that melancholy burden bore
Of "Never-nevermore."'

But the raven still beguiling all my sad soul into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore -
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking `Nevermore.'


This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamp-light gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamp-light gloating o'er,
She shall press, ah, nevermore!

Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose foot-falls tinkled on the tufted floor.
`Wretch,' I cried, `thy God hath lent thee - by these angels he has sent thee
Respite - respite and nepenthe from thy memories of Lenore!
Quaff, oh quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!'
Quoth the raven, `Nevermore.'


`Prophet!' said I, `thing of evil! - prophet still, if bird or devil! -
Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted -
On this home by horror haunted - tell me truly, I implore -
Is there - is there balm in Gilead? - tell me - tell me, I implore!'
Quoth the raven, `Nevermore.'

`Prophet!' said I, `thing of evil! - prophet still, if bird or devil!
By that Heaven that bends above us - by that God we both adore -
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels named Lenore -
Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels named Lenore?'
Quoth the raven, `Nevermore.'

`Be that word our sign of parting, bird or fiend!' I shrieked upstarting -
`Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken! - quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!'
Quoth the raven, `Nevermore.'

And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted - nevermore!


Edgar Allan Poe


O CORVO - Tradução de The Raven

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais.”

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu’ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P’ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
“É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais”.

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
“Senhor”, eu disse, “ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi…” E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
“Por certo”, disse eu, “aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.”
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
“É o vento, e nada mais.”

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
“Tens o aspecto tosquiado”, disse eu, “mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome “Nunca mais”.

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, “Amigo, sonhos – mortais
Todos – todos já se foram. Amanhã também te vais”.
Disse o corvo, “Nunca mais”.

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
“Por certo”, disse eu, “são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp’rança de seu canto cheio de ais
Era este “Nunca mais”.

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu’ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele “Nunca mais”.

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
“Maldito!”, a mim disse, “deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demónio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!”, eu disse. “Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á… nunca mais!

Fernando Pessoa

Dia de Chuva


Era uma manhã de Janeiro, fria como tantas outras. O céu estava repleto de nuvens cinzentas que ameaçavam a qualquer momento fazer desabar uma torrente de água sobre os campos. Ela saiu de casa, apressada como sempre com a mente ocupada, completamente concentrada no desafio com que se iria deparar, perguntava-se se estaria a altura, se se tinha preparado o suficiente...
Seguiu por caminhos familiares que já sentia falta de percorrer regularmente. A bordo do autocarro de sempre apeado de gente desgastada a caminho dos seus empregos desgastantes. Continuava embrenhada nos seus pensamentos, revendo incessantemente toda a matéria de que se conseguia lembrar, sempre preocupada, nervosa, insegura, perguntando-se se seria capaz.
À chegada da capital saiu do autocarro, e dirigiu-se de imediato para a amada e detestada faculdade. Chovia. Felizmente trouxera o chapéu de chuva que era raro estar na mala, ainda mais raro ainda em dias como estes em que não nos podemos permitir pensamentos alguns que nos possam distrair. Abriu-o, imitando o gesto de tantos outros estranhos que por ela passavam, mas que nela não notavam, nem ela neles, afinal estavam todos tão atarefados. Quem é que se pode dar ao luxo de perder uns instantes a olhar em volta? Quem neste mundo tem tempo para no mundo ao seu redor? Isso é um luxo! Algo que só compete a ricos! A ricos ou a alguns pobres... mas nunca passa dos extremos, não pode passar.
"Rain" de Bram Leech
Mas, eis que, ao caminhar, ela repara que no meio da multidão de chapéu de chuva em punho, uma figura caminha só, no mesmo sentido que todos os outros, mas sem nada que o abrigue da chuva, nem um chapéu, nem um gorro, nem um livro, nada...
A verdade é que o rapaz estava a ficar cada vez mais ensopado a cada segundo que passava, e perder tempo em ponderações não serviria de nada, tinha que tomar uma decisão o mais depressa possível! Ouviu o seu grilo falante.
 - Queres boleia? - perguntou com um sorriso ao estranho.
Não houve resposta, apenas uma espécie de olhar de agradecimento seguido do mais rápido desviar em direcção ao abrigo do chapéu que ela já testemunhara. Sorriu. Sabia que tinha tomado a decisão acertada.
Após alguns segundos de "silêncio" constrangedor moderado apenas pelo som do tráfico matinal, típico de uma grande cidade que, como um coração, não pode parar; pelo som dos passos apressados dos restantes transeuntes; pelo som da chuva incessante a bater contra os chapéus. Ela decidiu falar um pouco mais.
 - Também vais para a faculdade?
 - Sim, obrigada por me ofereceres boleia. 
 - De nada, está a chover tanto, se não fizesse nada ias ficar todo molhado. - respondeu amavelmente.
 - O meu nome é Rui.
 - Eu sou a Laura.
À medida que se aproximavam do seu destino, as preocupações voltavam à mente dela, estava a poucos minutos de fazer um exame decisivo, não tinha tempo para falar com estranhos, ela tinha que ir o mais depressa possível para a sala, a hora aproximava-se. E se já estivessem a sentar os alunos?
 - Vais ter aulas? Ou fazer algum exame?
 - Vou fazer um exame, e tu?
 - Eu também. Estou no 2º ano de...
 - Desculpa, mas tenho que ir andando. O exame deve estar a começar, foi bom falar contigo. Adeus.
 - ...
Acenou-lhe e virou costas. Deixou-o assim, à chuva, tal como o encontrara, para nunca mais o voltar a ver. Seguia apressadamente em direcção à sala do maldito exame.
Podia parecer tolo, mas este encontro inesperado tranquilizara-a, sentia-se mais calma, mas completamente arrependida, porque é que tinha fugido? Porque é que deixara a conversa a meio? Podia ter feito uma nova amizade, em vez disso aquele rapaz não passou de um mero estranho com quem partilhou uma curta viagem até à faculdade num dia frio e chuvoso. Para nunca mais o voltar a ver. E porquê? Para quê? Para chegar 2 minutos mais cedo a um corredor atolado de pessoas stressadas, ocupadas, sem tempo de olhar em volta?

"Rain Princess" de Leonida Fremov

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mad Father



Há uns dias atrás comecei a ver o Pewdiepie ( para quem não conhece trata-se de um youtuber que joga e depois publica vídeos do seu playthrough juntamente com as suas reacções) a jogar Mad Father.


Este é um jogo indie de terror criado por Sen (of Miscreant's Room), saiu no Japão há pouco mais de um mês e já foi traduzido para inglês por vgboy, encontra-se disponível para fazer download gratuito no site http://vgboy.dabomstew.com/other/madfather.htm .

Depois de ver os vídeos fiquei com vontade de experimentar, pois apresentava uma história intrigante e bem desenvolvida que me tinha deixado sedenta de curiosidade.

Resumidamente, centra-se na personagem de Aya, uma rapariga de 10 anos filha de um cientista e de uma mulher muito bela falecida já há algum tempo.
Apesar de adorar o seu pai, Aya sabe que ele está envolvido em experiências obscuras. 
Um dia a sua mansão cai numa maldição relaccionada com as experiências do pai, temendo pela vida deste, Aya começa uma estranha aventura para salvá-lo, encontrando várias personagens singulares pelo caminho.

A história é um pouco mais complexa, mas não quero de maneira nenhuma ser spoiler, também odeio que o sejam comigo XD

É um jogo simples mas viciante. Temos que acompanhar Aya na sua aventura e completar vários puzzles, e, pelo que encontrei na internet, existe mais do que um  final possível, dependendo de uma escolha e de se ter completado certas partes do jogo ou não.

Quem tem mais experiência em jogos de terror afirma que Mad Father tem muitos traços de Ib e Witch's House, eu não posso confirmar, já que este foi o primeiro que joguei deste estilo, mas estou determinada em verificar os restantes assim que voltar a ter algum tempo disponível, porque se forem tão apaixonantes quanto este vale a pena!

Quero acrescentar que desde que publiquei este post já tive a oportunidade de jogar The Witch's House, Ib e Misao e são todos jogos semelhantes ao Mad Father, provavelmente aquele que se aproxima mais é o Misao, gostei de todos e recomendo especialmente a quem jogou um deles e procura algo do mesmo género. 
Agradecia que se conhecessem mais algum jogo gratuito dentro do mesmo estilo o indicassem nos comentários XD

Optimus Alive - The Cure e Mumford & Sons


No Verão passado fui ao Optimus Alive ver os grandiosos The Cure, iam dar um concerto de 3 horas e eu estava empolgadíssima para ver a actuação deles, tinha-os descoberto há relativamente pouco tempo e adorava-os. Esse era o meu objectivo, à parte deles só conhecia um punhado de músicas de Florence and the Machine e duas ou três dos Blasted and Mechanism (que por cansaço nem sequer vi XD). Agarrei em duas amigas e lá fomos nós!
Eu já esperava assistir a um concerto épico, mas depois de lá chegar (ir buscar as habituais ofertas próprias de festivais) e começar a música (refira-se que assisti apenas às bandas que tocaram no palco principal), pouco a pouco dei por mim a ter não um concerto épico mas um dia épico! Os We Trust começaram com músicas alegres e com o seu famoso "Better Not Stop" foram atraindo a multidão dispersa, começando a acordar e aquecê-la para as restantes bandas. Seguidamente os Noah and the Whale subiram ao palco, eram esperados por bastantes, mas nenhuma de nós as 3 os conhecíamos. A verdade é que não fez qualquer diferença, sendo a primeira vez que os ouvíamos marcaram-nos pela positiva, as músicas eram alegres, leves e contagiantes. Dei por mim a cantar o refrão de L.I.F.E.G.O.E.S.O.N. sem fazer a mínima ideia do que estava a dizer, mas era uma energia contagiante XD 
A meio do concerto Charlie Fink, o vocalista dos Noah and the Whale, pergunta "Are you ready for Mumford and Sons?" ao que a multidão responde com uma energia incrível, gritos e saltos que denunciavam o apreço desta gente pela banda que para nós as 3 era completamente desconhecida, mas que ainda antes de aparecer em palco já prometia imenso...
Eis que Mumford and Sons entram e as suspeitas são confirmadas, apesar de não os conhecer antes daquela tarde e de ter ido pelos The Cure teria ficado satisfeita se a actuação destes "Gentlemen of the Road" fosse a última do dia. Se tínhamos achado as músicas de Noah and the Whale contagiantes estas ainda o eram mais, pulámos, cantámos, gritámos, delirámos com tamanho espectáculo, de tal forma que prometemos as 3 ir ao próximo concerto desta maravilhosa banda em Portugal (o que infelizmente não vamos cumprir por os bilhetes já terem esgotado :( é inadmissível colocarem-nos num espaço tão pequeno ou pelo menos deviam ter marcado dois concertos, gente não iria faltar...). Tornei-me imediatamente numa fã, mal cheguei a casa fui ouvir as suas músicas, e descobri que as conhecia praticamente todas! Fiquei completamente maravilhada! Neste momento são uma das minhas bandas favoritas.
Após os M and S foi a vez dos Morcheeba actuarem, visto que os Florence cancelaram o concerto por questões de saúde da vocalista. Foi uma actuação boa, acho que foi simpático terem cantado uma música da banda que vieram substituir, mas sinceramente do que gostei mais foi de ver as pessoas a saírem (sim, porque muitas tinham ido única e exclusivamente pelos M&S) e permitirem-me aproximar-me cada vez mais do palco! 

Muahahahahah!!!!


Quando finalmente os The Cure apareceram eu fiquei no céu :D Nem tenho palavras... nada do que eu disser poderá fazer justiça, ouvir ao vivo músicas como Lullaby, Just Like Heaven, Lovesong, Friday I'm in Love, Boys Don't Cry, LoveCats, In Between Days, Close To Me, The Caterpillar,  The Forest,... podia passar aqui imenso tempo, já que eles tocaram 3 horas XD
Os meus pés já estavam super doridos, mas valeu a pena, foi espectacular. As intervenções de Robert Smith, o vocalista, eram adoráveis, mesmo quando ninguém conseguia descodificar o que ele tinha dito XD
Resumidamente foi um concerto memorável tal como o resto do dia. Melhor do que foi? Só mesmo se os Florence and the Machine tivessem actuado.


Já devia ter publicado isto há mais tempo, é verdade, mas só agora quando estou atolada de exames é que me vem a vontade de escrever. E eu não podia deixar passar mais tempo sem tentar pôr por escrito a minha experiência.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tim Burton realiza "Here With Me" dos The Killers

Pela 2ª vez Burton realiza um videoclip para uma música dos The Killers com a participação da actriz Winona Ryder.
Burton afirma ter-se inspirado no conceito do filme Mad Love de 1935 com Peter Lorre. 



Para mais informações: http://www.rollingstone.com/music/videos/tim-burton-directs-new-clip-for-the-killers-here-with-me-20121216

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Moonspell


Recentemente assisti a um concerto espectacular desta magnífica banda portuguesa. Apesar de ser uma fã recente e de só ter passado a ouvir as suas músicas há pouco mais de um ano, os Moonspell são uma banda pela qual me apaixonei de imediato e para o resto da vida.
Cativam pelas sua sonoridade e letras lindíssimas, carregadas de significado. Desde o seu 1º álbum Wolfheart, até ao mais recente Alpha Noir conquistam-nos e fazem-nos viajar neste universo incrível.
Pessoalmente prefiro os seus temas mais antigos, dos quais se destacam "Alma Mater", por muitos tido como o hino nacional do metal, e "Than the Serpents in My Arms", um tema não tão conhecido mas com um belo poema de Mário Cesariny no início.
Um dos motivos que me levou a ouvir Moonspell foi o facto de transportarem Fernando Pessoa e outros poetas portugueses para a sua música, possuírem um nível de cultura muito bom que transparece nos seus trabalhos e possuírem letras com significado.
Recomendo esta banda a qualquer pessoa e no caso de não serem fãs de metal dêem lhes uma hipótese... (eu também não era... mas passei a ser XD) comecem por ouvir versões em acústico, ou oiçam as músicas com a letra à frente, verão que no início faz toda a diferença, se começarem a gostar mesmo deles e a ouvi-los mais frequentemente depressa     deixarão as letras de lado ;)

No meu ponto de vista os Moonspell enaltecem Portugal graças à qualidade indiscutível da sua música e fazem-me sentir ainda mais orgulhosa de pertencer a este tão nobre povo e país. Sem dúvida que não podia deixar de fazer um post sobre eles.
Muito obrigada por tudo o que fizeram até hoje e espero que continuem o vosso trabalho por imenso tempo.

MOONSPELL PARA TODO O SEMPRE!!!!

Não Deixes


Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco,
sem teres sido feliz, sem teres aumentado os teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém retire o direito de te expressares,
que é quase um dever.
Não abandones as ânsias de fazer da tua vida algo extraordinário.
Não deixes de acreditar que as palavras e a poesia podem mudar o mundo.
Aconteça o que acontecer a nossa essência ficará intacta.
Somos seres cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Derruba-nos, ensina-nos, converte-nos em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua:
tu podes tocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque os sonhos tornam o homem livre.

Walt Whitman
Porque por mais difícil que algo seja nunca devemos desistir...