sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Paperman - a animação da Disney nomeada pela Academia


Esta enternecedora curta da Disney combina a animação por computador (basicamente as técnicas que tem sido utilizada em praticamente todos os filmes desde que a Disney e a Pixar se juntaram) à velha e querida arte humana, que, sinceramente, acho que toda a gente que como eu cresceu a ver filmes da Disney adora e que não percebe como é que alguém foi capaz de a colocar de lado... (até consigo adivinhar os motivos mas não os acho válidos, sempre considerei os filmes da Disney como autênticas obras de arte, basta olhar para os cenários desenhados e pintados à mão... actualmente preencho este vazio com os filmes de Hayao Myazaki... mas isso é outra história...)
Paperman respira Disney por todo o lado, uma história comovente, cheia de magia e acontecimentos impossíveis que levam a um final feliz. Afinal, quantos de nós já não tiveram um breve momento de química ou troca de olhares com um completo desconhecido, quer fosse no metro, autocarro, ou comboio?
Ainda vi as restantes nomeações, mas esta tem uma boa hipótese de ganhar, isso é certo.

The Crow


Há pouco tempo, motivada por um vídeo de uma música dos The Cure, felizmente resolvi ver um filme da década de 90, muito apreciado pelos adolescentes e jovens adultos daquela altura e de que eu não tinha qualquer conhecimento. 
The Crow é um dos filmes que mais me marcaram nos últimos tempos. Pode não ser o tipo de filme que os críticos aplaudem, nem um filme com significados profundos e obscuros escondidos nas entrelinhas que nos fazem reflectir sobre a vida que levamos, mas é, definitivamente, um dos filmes mais belos que vi ultimamente.
A história é muito triste e tocante, um casal de noivos é atacado por um gang num mundo repleto de crime e podridão. É dada ao rapaz a oportunidade de se vingar por aquilo que foi feito. Eric regressa dos mortos para trazer justiça, perseguindo os atacantes.
O filme possui uma atmosfera sombria e triste, mas bela e cheia de esperança de dias melhores "It can't rain all the time", por oposição a toda a melancolia que inunda o filme encontramos o amor de Eric e Shelly, apresentado através de flashbacks, e que é como uma luz na escuridão, uma lembrança de dias melhores.
Brandon Lee encarnou a personagem de Eric e fez, na minha opinião, um óptimo trabalho, se não tivesse falecido durante a rodagem deste filme, este papel teria muito provavelmente impulsionado a sua carreira.



O filme é baseado numa novela gráfica de James O'Barr, editada nos anos 80. Nesta, a história apresenta-se muito mais "crua" do que na respectiva adaptação cinematográfica. Ao lê-la sentimos a crueldade, raiva e ódio latentes à história e especialmente à personagem de Eric.
Durante a leitura senti toda a revolta e dor que a personagem expressa, talvez porque não só o enredo, mas também as ilustrações ajudam na criação destas sensações.
Tanto o livro como o filme marcaram-me imenso, gosto de certos pormenores que encontrei no livro, mas adorei alguns toques especiais acrescentados ou limados no filme.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Chatroulette

Esta sexta passada fui passar a noite a casa de uma amiga, como não tínhamos sono nenhum e visionáramos uns dias antes alguns vídeos de um rapaz chamado Dominic Deangelis no Chatroulette e já tínhamos ouvido falar bastante do site decidimos dar-lhe uma oportunidade.
Ao entrarmos deparámo-nos com um requisito do qual não tínhamos conhecimento, antes de podermos ligar a nossa webcam teríamos de ter pelo menos 3 conversas que durassem mais de 10 minutos. Não sei se é uma nova medida para reduzir a quantidade de pessoas que pervertem este site utilizando o serviço para se exibirem, mas concordo com ela, porque pelo que tínhamos ouvido falar e pelo que vimos parece estar a ter resultado.
Ficámos agradavelmente surpreendidas. Todas as pessoas com quem falámos foram bastante simpáticas, encontrámos várias  com quem falámos até durante bastante tempo e adorámos a experiência.
Pudemos falar com pessoas totalmente diferentes de nós, pessoas do outro lado do mundo que procuravam alguém com quem falar, um rapaz que amavelmente tocou-nos algumas músicas na sua guitarra, outro que sabia falar português e ficou contente por poder praticar ainda mais, um senhor que deixou a sua vida banal para ir para um país no lado oposto do globo ensinar inglês. As pessoas são interessantes.
Muitos foram os que nos passaram, sim, é verdade, e nós também passámos por muitos, mas é isso que também torna a experiência tão interessante... nunca sabemos quem vai ser a próxima pessoa que vamos encontrar do outro lado. A curiosidade do que poderemos encontrar a seguir impulsiona-nos a continuar e se parámos foi por mero cansaço e sono, caso contrário teríamos continuado durante muito mais tempo.

No geral a nossa experiência no Chatroullette foi boa e eu pensei em partilhá-la, quem sabe não despertarei a curiosidade em mais gente decente, curiosa e com vontade de se diverti um pouco.Infelizmente não encontrámos o youtuber Dominic Deangelis, mas ainda assim foi uma experiência bastante divertida que pensamos repetir.




Dominic Deangelis youtube channel
www.chatroulette.com