domingo, 10 de março de 2013

Slender



MEDO! Não sei se algum dia volto a ter coragem para jogar este jogo! Provavelmente sim, quando me esquecer desta última e patética tentativa... mas sozinha garantidamente que não! Há uns tempos atrás coloquei no blog um post sobre um jogo indie de terror chamado Mad Father, a verdade é que apesar de estar inserido na categoria de terror e de ter uma história um tanto ou quanto macabra o jogador nunca apanha grandes sustos nem experimenta muitas emoções. Slender nisso é abundante, provoca-nos descargas de adrenalina, e reacções que para qualquer observador se tornam bastante cómicas.

É um jogo extremamente simples, o objectivo consiste em recolher 8 páginas espalhadas pelo universo (diminuto) do jogo. O jogador assume o papel de uma rapariga que vagueia  por um bosque com uma lanterna à procura das 8 páginas, parece ser bastante simples, e seria até demais e totalmente enfadonho se não fosse a introdução da personagem de Slenderman. Quanto a este existem várias teorias e mitos urbanos que eu não irei explorar aqui, visto ser irrelevante para o que estou a escrever.
Se este Slenderman é avistado pela personagem do jogo a câmara começa a apresentar estática e se não fugirmos rapidamente somos apanhados por ele, o que resulta num game over.

A atmosfera, combinada com os sons (ou falta deles), o elemento surpresa e o constante suspense provocado pela dúvida contínua da existência ou proximidade do vilão, conferem um carácter bastante assustador ao jogo. Recomendo, no entanto, que seja jogado às escuras, sem companhia e, de preferência, em noites de   tempestade, caso contrário não terá o mesmo impacto. 

Download do jogo e mais informações: http://slendergame.com/

O youtuber Pewdiepie também experimentou este jogo por várias vezes, nunca tendo conseguido ganhar até a esta data, caso pretendam visionar sigam o seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=OZMBG4Pn3Sg

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Paperman - a animação da Disney nomeada pela Academia


Esta enternecedora curta da Disney combina a animação por computador (basicamente as técnicas que tem sido utilizada em praticamente todos os filmes desde que a Disney e a Pixar se juntaram) à velha e querida arte humana, que, sinceramente, acho que toda a gente que como eu cresceu a ver filmes da Disney adora e que não percebe como é que alguém foi capaz de a colocar de lado... (até consigo adivinhar os motivos mas não os acho válidos, sempre considerei os filmes da Disney como autênticas obras de arte, basta olhar para os cenários desenhados e pintados à mão... actualmente preencho este vazio com os filmes de Hayao Myazaki... mas isso é outra história...)
Paperman respira Disney por todo o lado, uma história comovente, cheia de magia e acontecimentos impossíveis que levam a um final feliz. Afinal, quantos de nós já não tiveram um breve momento de química ou troca de olhares com um completo desconhecido, quer fosse no metro, autocarro, ou comboio?
Ainda vi as restantes nomeações, mas esta tem uma boa hipótese de ganhar, isso é certo.

The Crow


Há pouco tempo, motivada por um vídeo de uma música dos The Cure, felizmente resolvi ver um filme da década de 90, muito apreciado pelos adolescentes e jovens adultos daquela altura e de que eu não tinha qualquer conhecimento. 
The Crow é um dos filmes que mais me marcaram nos últimos tempos. Pode não ser o tipo de filme que os críticos aplaudem, nem um filme com significados profundos e obscuros escondidos nas entrelinhas que nos fazem reflectir sobre a vida que levamos, mas é, definitivamente, um dos filmes mais belos que vi ultimamente.
A história é muito triste e tocante, um casal de noivos é atacado por um gang num mundo repleto de crime e podridão. É dada ao rapaz a oportunidade de se vingar por aquilo que foi feito. Eric regressa dos mortos para trazer justiça, perseguindo os atacantes.
O filme possui uma atmosfera sombria e triste, mas bela e cheia de esperança de dias melhores "It can't rain all the time", por oposição a toda a melancolia que inunda o filme encontramos o amor de Eric e Shelly, apresentado através de flashbacks, e que é como uma luz na escuridão, uma lembrança de dias melhores.
Brandon Lee encarnou a personagem de Eric e fez, na minha opinião, um óptimo trabalho, se não tivesse falecido durante a rodagem deste filme, este papel teria muito provavelmente impulsionado a sua carreira.



O filme é baseado numa novela gráfica de James O'Barr, editada nos anos 80. Nesta, a história apresenta-se muito mais "crua" do que na respectiva adaptação cinematográfica. Ao lê-la sentimos a crueldade, raiva e ódio latentes à história e especialmente à personagem de Eric.
Durante a leitura senti toda a revolta e dor que a personagem expressa, talvez porque não só o enredo, mas também as ilustrações ajudam na criação destas sensações.
Tanto o livro como o filme marcaram-me imenso, gosto de certos pormenores que encontrei no livro, mas adorei alguns toques especiais acrescentados ou limados no filme.